Quando o desenho deixou de ser só desenho
“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.”
(Colossenses 3:23)
No começo, eu só queria desenhar. Não havia planos grandiosos, apenas o prazer de ver um traço nascer. Trabalhei em pequenas agências, entregando o melhor que eu podia talvez por amor, talvez por intuição. Diziam que meus projetos tinham “algo a mais”. Eu sorria, sem saber bem o que responder. Hoje entendo: aquele “algo a mais” era o invisível tentando aparecer.
I. Do traço ao sentido
Com o tempo, percebi que a arte que eu fazia não se limitava à estética.
Ela conectava pessoas, aproximava empresas, despertava algo em quem via.
Era como se cada traço fosse um fio invisível entre mundos o profissional, o emocional, o espiritual.
Quando me aproximei de Deus, comecei a enxergar isso com clareza:
meu trabalho não era apenas visual. Era uma forma de comunicação entre almas.
II. O despertar da pergunta certa
Antes, a pergunta era “como fazer?”
Hoje, é “por que fazer?”
Essa virada muda tudo. Descobri que o verdadeiro valor de criar não está em agradar, nem em acumular portfólios mas em servir.
Servir com beleza, com verdade, com presença.
O dinheiro é consequência, não direção.
A arte, quando nasce do coração, se torna ministério silencioso.
III. Criar como quem ora
Aprendi que o ato de criar pode ser um tipo de oração.
Quando desenho, escrevo ou penso, é como se dialogasse com o Criador — e Ele me ensinasse a ver o mundo com mais ternura.
Estou aprendendo a ler a Bíblia e cada versículo abre um novo traço dentro de mim.
Cada criação é, na verdade, um aprendizado não apenas sobre estética, mas sobre o espírito que habita nela.
IV. O chamado de transbordar
A vida é breve, e o talento é uma semente.
Seria triste deixá-la morrer comigo.
Por isso, quero inspirar, ensinar e compartilhar tudo o que aprendo — não como quem dita verdades, mas como quem oferece luz.
Porque, no fim, a arte que guardamos morre conosco.
Mas a arte que entregamos se multiplica nos outros.
“Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”
(Mateus 5:16)
O traço que continua
Talvez viver seja isso:
acreditar, criar o que está no coração e confiar que Deus usa nossas mãos para contar histórias que vão além de nós.
No fim, viver essa alegria sozinho seria triste demais.
Por isso, escolho transbordar.
E, quem sabe, ajudar outros a descobrirem que o “algo a mais” que sentem ao criar
é, na verdade, o próprio sopro divino querendo se expressar através deles.
Respostas de 2
Que lindo texto, profundamente reflexivo! 👏👏👏
“Conselho no coração do homem é como águas profundas, mas o homem de entendimento as tirará para fora.”
— Provérbios 20:5
Continue inspirando, excelente! Você será o mentor de grandes homens.
Feliz que pude compartilhar um pouco do que tenho vivido através desse texto. Obrigado pela leitura, pelo comentário e que Deus abençoe sua vida!