A adolescência em que a fé ficou distante
Quando eu era adolescente, eu não acreditava em nada. Cresci na igreja, mas me afastei dela como quem fecha um livro antes do fim. Nada contra, apenas indiferença. Achava tudo muito regrado, formal, pouco acessível. Jovem quer liberdade e eu não via isso ali.
Com o tempo percebi que o que me afastou de Deus não foi a dúvida, mas a forma como a fé era comunicada. Parecia distante, sem diálogo com o mundo real. Troquei a fé pela pressa, a esperança pela distração e a oração pelo algoritmo.
Passei anos observando de longe, até que algo imprevisível aconteceu.
O encontro que desmontou meu ceticismo
Minha esposa fez um jejum de trinta dias. No último dia me chamou para ir à igreja. Fui sem resistência, quase sem pensar. Era uma igreja simples, bancos de madeira, pé direito alto, uma igreja que ficava no bairro dos meus pais.
No instante em que pisei com o pé direito naquele lugar, algo aconteceu dentro de mim. Chorei sem entender. Era alegria, alívio, rendição. Um toque que desmontou tudo que eu acreditava sobre mim mesmo.
O pastor subiu ao púlpito e perguntou:
Alguém aqui assistiu ao filme da Barbie? E começou sua palavra fazendo analogias com o filme, foi surreal.
Aquilo desarmou minhas barreiras. Em um ambiente tradicional, alguém trazia um exemplo contemporâneo para falar da Palavra. A comunicação encontrou o Evangelho diante dos meus olhos.
Jesus e o caminho das parábolas
Com o tempo, comecei a olhar para a Bíblia com outros olhos. Descobri que Jesus sempre ensinou usando histórias. Parábolas que falavam do coração humano através de sementes, vinhas e trajetos.
A pedagogia divina sempre foi criativa.
O problema nunca foi a mensagem.
O problema foi a forma como ela estava sendo entregue.
Percebi que a Bíblia não é distante. Distante era o jeito que eu a via. Então decidi voltar a ela não para provar algo, mas para aprender e tirar minhas próprias conclusões. Não para terminar um plano anual, mas para me relacionar.
A origem do nome Back to the Bible
O nome nasceu da fusão entre duas voltas. Minha volta para Deus e meu amor por De Volta para o Futuro, rs.
No filme, Marty viaja no tempo para ajustar pequenas coisas que mudam destinos inteiros. Eu queria fazer o mesmo. Voltar no tempo e entregar a Bíblia para o Vitão adolescente e dizer: lê com calma, lê todo dia, deixa isso te formar.
Back to the Bible é exatamente isso. Uma série que traduz a Bíblia de forma didática, visual e acessível, sem perder o foco da Palavra. Uma ponte entre fé e linguagem, entre texto antigo e mente moderna.
A missão por trás da série
Um dia, em oração, perguntei a Deus o que eu poderia criar que honrasse minha fé e meu chamado. A resposta foi simples. Ensina o que você está aprendendo.
Back to the Bible é a série que eu gostaria de ter assistido quando era jovem. Uma jornada para quem já se afastou, já se perdeu ou já ficou indiferente. Porque se Deus me encontrou quando eu já não o buscava, imagina quantos jovens ainda precisam dessa chance.
Cada episódio é um reflorestar da minha própria fé. Quanto mais ensino, mais aprendo. Quanto mais falo da Bíblia, mais percebo o quanto ela fala de mim.
O reencontro que me reinventou
Voltar à Bíblia não foi religiosidade. Foi vida. Foi sentido. Foi reconciliação com o que sempre esteve ali.
Back to the Bible não é apenas uma série. É um convite.
Um chamado para lembrar que toda volta é, na verdade, um começo.
Acompanhe no canal e venha caminhar comigo de volta para a Bíblia.